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20 de junho de 2012

Corvo

Que outro senão este vosso amigo
Para cair enamorado de um Corvo
Que idolatra as coisas brilhantes
E a força bruta da pequenez
Ao invés do brilhantismo das
Pequenas coisas que trago ao peito?
Tolo da raça maior sou eu
Que me deito com o mesmo erro
Infindas vezes na mesma noite
Só para nunca saber a que sabe
Um torrão de rocha da Lua
Quem mais senão este corpo
Para gostar desse crocitar
Assustado e assustador?
A alcateia não pára por ardores
Ou tumefações infundadas
Mas um dia quebraremos passo
Para te colher a plumagem
E te pousar a meu ombro
Pequeno Corvo

1 comentário:

Flávia disse...

este recanto é intenso .

Lágrimas Sonoras